Acelerando: Estudantes online assistem aulas em velocidade 2x; especialista em educação e tecnologia comenta produtividade

Diretor da Universidade americana – Ambra University – que ensina há mais de 10 anos totalmente online e em português e tem mais de 60% de alunos brasileiros acredita que a produtividade do método de acelerar vídeo-aulas está totalmente relacionada ao foco do estudante. Pesquisas americanas estabeleceram escala de produtividade no ensino e confirmam tese.

Não é só áudio do WhatsApp que está sendo tocado em velocidade 2x: no cenário pós-pandemia, alunos de ensino superior aceleram até as aulas on-line para ganhar tempo. Um método que gera debate entre educadores com relação aos impactos na produtividade de cada estudante. Nos Estados Unidos, a universidade americana que há mais de 10 anos ensina totalmente online e em português – Ambra University – detectou em 2010 que os conteúdos ministrados ao final de aulas de 1h30 eram os que tinham menor absorção pelos alunos.

Uma pessoa que consegue focar mais pode aprender mais rápido. É o que acredita Alfredo Freitas, educador e Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. Segundo ele, a universidade já havia detectado, mais de 10 anos atrás, a necessidade de, de forma remota, reordenar o tempo e duração das aulas para favorecer o rendimento escolar.

“Fizemos uma reestruturação na metodologia de aulas expositivas. Criamos um sistema que estrutura uma série de aulas mais curtas, gravadas com temas únicos em cada aula. O estudante assiste aulas pontuais de meia hora, 20, 15 e 10 minutos com assuntos pontuais. Então nós não encaixamos mais o tempo da aula no tempo regular. A aula vai durar, gravada, o tempo que for necessário para explicar um determinado ponto do começo ao fim”, explica Alfredo Freitas.

Aprendiz Relâmpago Pesquisas americanas revelam que algumas pessoas podem te mais produtividade no aprendizado do que outras. O autor Cal Newport em sua obra: “How to become a straigth student” ou “como se tornar um estudante focado” em tradução livre, desenvolveu uma escala de produtividade no aprendizado em que uma pessoa pode focar no nível 10 ela consegue aprender em 3h o que uma pessoa precisar de 6h como foco no nível 5.

Aprendiz Relâmpago

Pesquisas americanas revelam que algumas pessoas podem te mais produtividade no aprendizado do que outras. O autor Cal Newport em sua obra: “How to become a straigth student” ou “como se tornar um estudante focado” em tradução livre, desenvolveu uma escala de produtividade no aprendizado em que uma pessoa pode focar no nível 10 ela consegue aprender em 3h o que uma pessoa precisar de 6h como foco no nível 5.

“O estudante vai conseguir ter resultados ouvindo a aula em nível acelerado a depender do seu nível de foco. Se é uma pessoa que tem foco e atenção, é dedicado e concentrado é possível que consiga aprender mais rápido. O ideal para cada estudante é ter um planejamento de estudo. Na Ambra, após assistirem as aulas mais curtas marcamos um encontro presencial com aqueles estudantes para discutir os temas estudados. Os resultados da fixação do conteúdo são impressionantes”, explica Alfredo Freitas.

Freitas pondera que há um consenso de que o tempo de aula mais curto é mais adequado. “Há uma tese de que aulas expositivas gravadas devem ter uma média de duração de 17 minutos. Na Ambra, buscamos que nossas aulas estejam abaixo de 30 minutos, porque após esse tempo é natural que o rendimento comece a cair. O momento ao vivo para debate pode ter 1h, 2h ou até 3h a depender do planejamento e organização no uso do tempo”, afirma o especialista.

Outro Lado

O especialista em educação e tecnologia ainda comenta que é preciso entender o perfil do professor que ministra a aula. “Obviamente, se o professor fala mais devagar, a aceleração da aula pelo estudante não deverá trazer prejuízos ao aprendizado. Mas, se o professor é mais rápido na explicação é preciso ser honesto e identificar se está realmente aprendendo. O método da aceleração de aulas, essa possibilidade tecnológica de acelerar ou reduzir é muito satisfatória para adaptação a diferentes perfis de estudantes. O erro está na tentativa de padronização de todos quererem assistir a aula em um ponto de velocidade, como por exemplo, o dobro de tempo”, pondera Freitas.