Primeiros 40 dias de operação do “Vai e Vem” em Ribeirão Preto fez mais de 13 mil viagens

Novo formato de atendimento substituiu as vans coletivas por viagens individuais por agendamento

A SENTRAN, operadora do serviço “Vai e Vem” de transporte adaptado individual em Ribeirão Preto, realizou mais de 13 mil viagens nos primeiros 40 dias de atuação na cidade. Iniciado efetivamente em 8 de abril, o serviço marcou a transição do antigo modelo coletivo para um atendimento personalizado, com hora marcada por agendamento.

Segundo Eduardo Ramalho, sócio-diretor da SENTRAN, o período foi marcado por um processo de adaptação para os usuários e para a equipe operacional. “Por muitos anos os usuários foram transportados de maneira coletiva, por vans. A mudança e o uso da tecnologia assustaram em um primeiro momento”, relembra.

O novo modelo é feito por viagens individualizadas, agendadas digitalmente, para usuários cadastrados pela Central de Transporte da Saúde da Prefeitura de Ribeirão Preto. O formato permite maior flexibilidade nos deslocamentos e um atendimento personalizado, especialmente para pacientes que realizam tratamentos frequentes e possuem limitações de mobilidade.

A operação registrou, em média, mais de 380 viagens por dia, considerando feriados e emendas do período. Atualmente, o serviço contempla cerca de 200 pacientes cadeirantes em veículos adaptados com plataforma elevatória, além de mais de 230 usuários transportados em veículos convencionais, por não terem necessidade de adaptações e acessibilidade.

Atendimento individualizado aprovado

Para José Vladimir Aranha, vice-presidente da Associação dos Pacientes de Hemodiálise e Transplantados de Ribeirão e Região e usuário do serviço, a mudança trouxe impactos diretos e positivos na rotina de quem depende do transporte para realizar os tratamentos.

“Hoje gasto cerca de 20 minutos da minha casa até a clínica. Antes, ficava até uma hora e meia dentro da van, aguardando outros usuários serem desembarcados em locais previstos em rota. O transporte individual trouxe mais conforto, mais privacidade e mais rapidez. Isso faz diferença para quem já passa quatro horas em uma máquina de hemodiálise”, relata.

De acordo com Ramalho, no início, houve a necessidade de adaptação junto às clínicas de hemodiálise, ajustes de horários, itinerários e atendimento dos beneficiários. “Mas, após alguns dias o sistema já funcionou como foi planejado e, hoje, os usuários entenderam que melhor do que serem transportados coletivamente é ter um carro à sua disposição no horário marcado, com conforto e comodidade”, afirma.

Segundo Maria Thereza Pagnano de Menezes, mãe da paciente Marina Elisa da Silva, beneficiária do serviço, a nova operação facilita o agendamento dos veículos. “A proposta de fornecer um transporte único, além do conforto, diminuiu o estresse, antes e após a hemodiálise, pois o tempo de viagem foi reduzido, direto de casa para o hospital, sem fazer paradas, como era no caso das vans”, reforça.

Desafio durante a Agrishow

A Agrishow representou o primeiro grande teste operacional da empresa em Ribeirão Preto, em razão do impacto sobre o trânsito e a disponibilidade de motoristas. Durante o evento, era esperado um aumento de até 200 mil pessoas na cidade. Para manter os atendimentos, a SENTRAN montou uma operação especial na central e utilizou apoio complementar de vans convencionais em parte das viagens.

“Normalmente, durante a Agrishow, o trânsito e a oferta de motoristas sofrem impactos nos horários de pico por conta dos deslocamentos para o evento. Por isso, estruturamos uma operação especial junto à Secretaria Municipal de Saúde, que é quem realiza os agendamentos, para garantir que os pacientes fossem atendidos dentro da programação prevista”, explica Ramalho.

Para Maria Thereza, durante o evento, o atendimento foi tranquilo. “Não tivemos nenhuma intercorrência nas viagens para o HC Campus. Além do motorista do Vai e Vem, foi liberado vans e táxis para os pacientes. Só temos que agradecer por toda essa mudança”, concluiu.