Sobreposição de tecidos, diferentes superfícies, iluminação e objetos cria espaços que estimulam os sentidos sem abrir mão da sofisticação
Um ambiente pode ser percebido muito além do olhar. O toque dos tecidos, a temperatura dos materiais, a iluminação e a acústica influenciam a experiência de quem ocupa um espaço. Na arquitetura de interiores, o maximalismo amplia essas possibilidades ao permitir combinações de cores, texturas, objetos e referências em composições que exploram diferentes estímulos sem abrir mão do equilíbrio e da sofisticação.
Segundo Maura Robusti, diretora do Mundo Robusti, essa liberdade permite pensar a decoração de maneira menos óbvia e mais conectada à forma como cada pessoa vive a casa. “O maximalismo abre espaço para uma composição muito pessoal. Podemos aproximar épocas e estilos, trazer peças que carregam memória e trabalhar contrastes que despertam curiosidade. O resultado vai além de um espaço visualmente marcante e passa também pela maneira como ele é sentido e vivenciado”, afirma.
Essa proposta ganha forma no encontro entre veludo, linho, couro e fibras naturais com madeira, pedra, vidro e metal. No Mundo Robusti, mobiliários de linhas contemporâneas podem servir como base para a composição com tapetes, cortinas, almofadas, obras de arte e objetos decorativos, criando contrastes entre superfícies, volumes e acabamentos.
Para a designer de interiores Wilnes Tortoro e a arquiteta Amanda Tortoro, a variedade de elementos também contribui para imprimir identidade aos espaços sem abrir mão da harmonia. “O maximalismo permite que o ambiente conte a história por meio de mobiliários, objetos, cores, texturas e obras que tenham significado. Para manter a sofisticação, o segredo está em combinar diferentes elementos de forma que eles se complementem e construam uma leitura visual coerente. O resultado deve ser um espaço rico em personalidade, mas ainda assim harmônico e acolhedor”, afirmam.
A escolha desses elementos não interfere apenas na estética. Tecidos mais encorpados e tapetes, por exemplo, podem contribuir para o conforto acústico, enquanto cortinas ajudam a controlar a incidência de luz. Madeira, pedra e metal proporcionam diferentes percepções ao toque e à temperatura, e a própria iluminação modifica a forma como cores, relevos e materiais são percebidos ao longo do dia.
É nesse conjunto que o maximalismo se distancia da ideia de simplesmente preencher a casa com objetos. A seleção das peças e a relação estabelecida entre elas são determinantes para que a variedade de informações encontre unidade, inclusive quando diferentes períodos, estilos e materiais convivem em um mesmo projeto.
“Mais do que a quantidade de elementos, o que faz diferença é a curadoria. Cada peça precisa encontrar seu lugar dentro da composição e estabelecer uma relação com as demais. É isso que permite explorar a liberdade do maximalismo mantendo a elegância que buscamos nos projetos”, conclui Maura.
Sobre o Mundo Robusti
São quase 100 anos de uma história que se resume em uma palavra: inspiração. Foi com o fundador, Mário Robusti, que, em 1930, começou o legado perpetuado na paixão pela qualidade, pelo vanguardismo e pela inovação, passado de pai para filho. De lá pra cá, o desejo de oferecer excelência, não só em produtos de altíssimo padrão, mas também proporcionar o despertar dos sentidos por meio do prazer e do bem-viver, com conforto e beleza, continuam sendo as diretrizes que norteiam nossa missão. Hoje, o Mundo Robusti agrega o presente e o futuro, unidos pela curadoria das melhores marcas do design nacional e internacional, que juntas representam a referência que se traduz no conceito da alta decoração no país.
