Iluminação, poltronas e materiais naturais integram a curadoria do Mundo Robusti para criar espaços acolhedores que favorecem o descanso e o bem-estar
Em uma rotina marcada por muitas telas, notificações e estímulos constantes, chegar em casa nem sempre significa desacelerar. Com isso, a arquitetura e o design de interiores passam a ter um papel importante na criação de espaços que favoreçam a pausa e estabeleçam um ritmo diferente daquele vivido ao longo do dia.
Para Maura Robusti, diretora do Mundo Robusti, o propósito não é ter uma casa afastada da tecnologia, mas estabelecer uma relação mais equilibrada entre os ambientes. “Esse recurso faz parte da nossa rotina e hoje nos apoia de muitas maneiras. A ideia não é abrir mão, mas criar dentro de casa espaços que nos permitam mudar de ritmo, fazer uma pausa e se desconectar do virtual para sintonizar com outros valores”, afirma.
A casa também oferece a possibilidade de escolher quais estímulos fazem parte da rotina e em quais momentos. Diferentemente dos espaços públicos, onde há maior exposição a ruídos e informações visuais, o ambiente doméstico permite criar uma experiência mais intencional, que respeita o ritmo e as necessidades de cada pessoa.
No Mundo Robusti, essa proposta se traduz na curadoria de elementos capazes de transformar a experiência dos ambientes. Cantos de pausa podem assumir diferentes configurações de acordo com os hábitos dos moradores. Uma poltrona pode criar um lugar para a leitura, enquanto espaços próximos a uma janela favorecem momentos de descanso. A iluminação também contribui para essa mudança de atmosfera, com pontos de luz indireta ou mais intimista ajudando a diferenciar áreas de relaxamento daquelas voltadas ao trabalho e às atividades cotidianas.
A escolha dos materiais, segundo Maura, contribui para tornar a experiência mais sensorial. Madeira, fibras naturais, pedras e tecidos acrescentam diferentes texturas e sensações, enquanto cortinas, tapetes e estofados ajudam a criar uma atmosfera acolhedora. Áreas externas também podem funcionar como extensões da casa, oferecendo oportunidades para aproveitar a luz natural e a ventilação.
A partir de uma seleção criteriosa de peças, mesmo espaços compactos podem ser repensados. Para Maura, esse processo está menos relacionado à quantidade de itens e mais à maneira como eles são escolhidos e organizados. “Não precisamos transformar a casa em um lugar sem estímulos. O que faz diferença é entender quais ambientes e elementos podem favorecer os momentos que queremos viver ali. Uma boa curadoria permite que o mobiliário, a iluminação, os materiais e os objetos trabalhem juntos para criar uma atmosfera de acolhimento, conforto e permanência”, explica.
