No mês em que é celebrado o Dia da Gestante, especialista explica como mudanças no organismo interferem nas necessidades nutricionais; Yosen investe em tecnologia aplicada à formulação de suplementos
Ferro, vitamina D, iodo, vitamina B9 e DHA estão entre os nutrientes que exigem atenção especial durante a gravidez. Nesse período, porém, não é apenas a quantidade consumida que importa. A forma de ingestão, as interações entre diferentes componentes e seu aproveitamento pelo organismo também precisam ser considerados.
O tema ganha ainda mais atenção em agosto, mês em que é celebrado o Dia da Gestante, em 15 de agosto, e em meio a mudanças no perfil da maternidade brasileira. Segundo o levantamento Estatísticas do Registro Civil 2023, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de nascimentos entre mulheres de 35 a 39 anos quase dobrou em duas décadas, passando de 7,2% em 2003 para 13,7% em 2023. No mesmo período, os nascimentos entre mães com 40 anos ou mais dobraram, saltando de 2,1% para 4,3%.
Embora a idade materna possa acrescentar cuidados específicos, a atenção ao estado nutricional independe da faixa etária. “Após os 35 anos, é uma gravidez que carrega mais risco, especialmente de diabetes gestacional e pré-eclâmpsia”, explica o ginecologista obstetra Filipe Duarte, pós-graduado em medicina fetal.
A suplementação nesse período também exige atenção às características de cada nutriente e à forma como ele é disponibilizado ao organismo. Segundo Gustavo Cadurim, farmacêutico e CEO da Yosen, fatores como estabilidade, forma de apresentação e possíveis interações precisam ser considerados no desenvolvimento das formulações.
“Quando falamos em suplementação, não basta olhar apenas para a quantidade de um nutriente presente na fórmula. É preciso considerar suas características, sua estabilidade e a forma como ele será disponibilizado ao organismo. A tecnologia de formulação pode contribuir justamente para tornar essa entrega mais eficiente”, afirma Cadurim.
Cada nutriente desempenha funções específicas nesse período. A vitamina B9 está relacionada à prevenção de defeitos do tubo neural; a necessidade de ferro aumenta; o iodo é importante para a produção de hormônios tireoidianos e para o desenvolvimento fetal; e o DHA, ácido graxo ômega-3, participa da formação do cérebro e da retina.
As mudanças provocadas pela gravidez também interferem na forma como o organismo processa esses nutrientes. “A absorção intestinal de ferro e cálcio aumenta ao longo da gravidez, porque o organismo identifica que a demanda subiu. Por outro lado, a progesterona lentifica o trânsito digestivo, gerando sintomas como náusea e refluxo, o que pode dificultar a ingestão. Nutrientes como cálcio e ferro ainda competem entre si quando tomados juntos”, explica Dr. Duarte.
A forma como os nutrientes são disponibilizados ao organismo também vem ganhando espaço no desenvolvimento de novas formulações. Na Yosen, essa frente de pesquisa inclui a YdroSolv®, tecnologia baseada em sistemas de entrega que trabalha características de determinados ativos, como estabilidade e solubilidade, com foco em seu aproveitamento pelo organismo.
