A testosterona, embora popularmente associada apenas ao universo masculino, é um hormônio fundamental para a saúde de homens e mulheres em diferentes fases da vida. Dados recentes de sociedades médicas brasileiras e internacionais indicam que níveis reduzidos de testosterona têm sido cada vez mais diagnosticados, especialmente a partir dos 40 anos, impactando diretamente a disposição física, a saúde mental, a libido, a massa muscular, a densidade óssea e até o desempenho cognitivo. Estima-se que cerca de 20% dos homens acima dos 40 anos apresentem algum grau de deficiência de testosterona, enquanto nas mulheres a queda hormonal costuma se intensificar no climatério e na menopausa, muitas vezes passando despercebida ou sendo confundida com estresse e cansaço do dia a dia.
Os sintomas da testosterona baixa variam, mas costumam incluir fadiga persistente, perda de força muscular, aumento de gordura corporal, queda de libido, alterações de humor, dificuldade de concentração e redução da vitalidade. Nas mulheres, além desses sinais, podem surgir diminuição da motivação, baixa energia, redução do desejo sexual e piora da composição corporal. O problema é que, por desconhecimento, muitas pessoas normalizam esses sintomas como parte natural do envelhecimento e deixam de buscar avaliação médica adequada.
Segundo o urologista Dr. Elizeu B. Neto, a testosterona deve ser vista como um marcador importante de saúde global. “A deficiência de testosterona não afeta apenas a vida sexual. Ela está relacionada à saúde cardiovascular, ao metabolismo, à saúde óssea e ao bem-estar emocional. Tanto homens quanto mulheres podem sofrer impactos significativos quando esse hormônio está em níveis inadequados”, explica. O especialista reforça que o diagnóstico não deve se basear apenas em sintomas, mas em exames laboratoriais aliados a uma avaliação clínica criteriosa.
O tratamento para testosterona baixa não é único nem automático. De acordo com o Dr. Elizeu, o primeiro passo é investigar as causas, que podem incluir sedentarismo, obesidade, estresse crônico, distúrbios do sono, uso de medicamentos e doenças metabólicas.
“Em muitos casos, ajustes no estilo de vida, como prática regular de atividade física, melhora do 0sono, controle do peso e alimentação adequada, já promovem melhora significativa dos níveis hormonais”, destaca. Quando necessário, a reposição hormonal pode ser indicada, sempre de forma individualizada e com acompanhamento médico rigoroso, para garantir segurança e eficácia.
O aumento do debate sobre saúde hormonal tem ajudado a quebrar tabus e ampliar o acesso à informação. Reconhecer os sinais da testosterona baixa e buscar orientação especializada é fundamental para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. Com diagnóstico precoce, acompanhamento adequado e um olhar integral para o corpo, é possível recuperar equilíbrio, energia e bem-estar em todas as fases da vida, tanto para homens quanto para mulheres.
