Especialista do Hapvida Saúde dá dicas e recomendações de como se proteger da doença
Deste 2016, o Brasil possui o certificado de erradicação do sarampo, conferido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Porém, novos casos de Sarampo têm aparecido e deixado o País em estado de alerta. O pico da doença aconteceu entre julho e agosto do ano passado e, desde então, pelo menos três regiões – Amazonas, Roraima e Pará — enfrentaram surtos.
O retorno da enfermidade certamente está relacionado ao fato de que, de modo geral, os índices de vacinação têm despencado na última década, facilitando o reaparecimento das doenças antes erradicadas. Com o aumento de casos de sarampo, a Dra. Karina Catique, pediatra do Hapvida, esclarecer algumas dúvidas e orienta a população a respeito dos cuidados e procedimentos com relação ao sarampo.
O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, transmissível e extremamente contagiosa. Os sintomas são febre e manchas vermelhas acompanhadas de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, coriza, conjuntivite.
De acordo com a especialista, assim que apresentar estes sintomas, o paciente deve procurar um Pronto Atendimento para as realização de exame para o diagnóstico, afirma a pediatra. Isso é necessário pois o vírus do Sarampo é altamente contagioso – 90% das pessoas sem imunidade que compartilham espaços com pessoas contaminadas contraem a doença e é transmitido através do contato com gotículas do nariz, da boca ou da garganta da pessoa infectada, quando ela tosse, espirra e respira.
Depois de contagiado, a pessoa passa basicamente por 3 fases. São elas:
Fase Prodrômica ou Pródromo
Refere-se ao período de tempo entre os primeiros sintomas da doença e o início dos sinais ou sintomas com base no diagnóstico. Nela, o paciente terá os sintomas iniciais da doença. Dura cerca de 2 a 3 dias.
Fase Exantemática
Ocorre piora dos sintomas nesta fase, podendo ocorrer as seguintes complicações: Erupções cutâneas que aparecem primeiro na cabeça e “descem” com o tempo para os pés e desaparecem em 7 a 10 dias, além de secreções aumentadas nas vias respiratórias superiores, elevada produção de muco nos pulmões, voz rouca e faringe e boca inflamadas.
Fase descamativa
Nesta fase as manchas escurecem, provocando uma descamação fina. Contudo, a febre e a tosse diminuem sensivelmente. Entre os principais sinais estão: conjuntivite intensa, pneumonia, infecção no ouvido, diarreia, encefalite.
A prevenção do Sarampo é feita através da vacina que é a forma mais eficaz de se prevenir contra o sarampo. Toda pessoa de 01 a 49 anos, inclusive quem já teve a doença deve se vacinar nas salas de vacinas disponíveis na rede pública ou particular. Ela tem eficácia em 97% dos casos. Também há anticorpos contra a doença, só que temporários, eles são transmitidos pela placenta para os lactentes de mães que já tiveram sarampo, o que faz com que o bebê fique imune em seu primeiro ano de vida.
A importância da vacinação existe justamente porque não há tratamento específico para a doença. “O que há é o tratamento para diminuir sintomas como a febre e tosse. Quando o médico indica algum antibiótico, ele servirá para combater alguma possível complicação”, explica a Dra. Karina