Especialista em pelúcias, a Criamigos acredita que esses objetos podem trazer sensação de acolhimento, segurança e cuidado com o próximo
O nascimento e a primeira infância são um processo de constante adaptação ao meio social, físico e sócio afetivo, além de descobertas do desenvolvimento cognitivo e moral. São centenas de novas experiências que podem ditar como a criança enxergará o mundo no futuro. Por isso, seus responsáveis devem se preocupar em apresentar situações da forma mais positiva possível, de maneira àquele pequeno se sentir seguro e acolhido.
Nesse processo, a posição de ser passivo a ativo deve ser estimulada por meio do oferecimento de novas experiências, gostos, atividades e, principalmente, do brincar. Os objetos de transição como paninhos, um brinquedo ou uma pelúcia, por exemplo, são de grande importância para o bebê e criança, ajudando-os nos novos conhecimentos e sentimentos que têm que lidar. De acordo com a teoria de Donald Woords Winnicott, psicanalista, psiquiatra e estudioso do desenvolvimento infantil, por volta dos oito meses, os bebês experimentam uma sensação de onipotência que, em tese, pode ser encarada como a sensação de acreditar que ele próprio criou um objeto, de modo que ele passa a se apegar, criando uma ponte entre sua realidade interna e externa.
Para a Criamigos, marca de pelúcias personalizadas, a importância das pelúcias na vida das crianças gira de modo a envolverem-na com o lado sinestésico, aflorando os sentimos de bondade, desde o contato e o modo de tratamento com seu bichinho, fazendo com que saiam um pouco da rotina digital e possam se sensibilizar com o objeto, refletindo a forma e atitudes que a criança terá com as pessoas. “As pelúcias são carinhosamente chamadas de amigos e os pequenos procuram sempre tê-las por perto, despertando o carinho, o cuidado, a segurança e os melhores sentimentos possíveis, como amor, coragem, amizade e felicidade, convivendo ao lado de seu amiguinho”, diz a co-fundadora da Criamigos, Veronicah Sella.
No desenvolvimento individual e coletivo esses objetos auxiliam o bebê e a criança a ter noções de responsabilidades e cuidados com suas coisas e com o outro. De acordo Veronicah, a família pode incentivar o pequeno aos cuidados diários, inerentes à sua idade, tais como guardá-lo sempre em local seguro e mantê-lo limpo.
E, ao contrário do pensamento de alguns, que qualificam esses objetos como sinal de fraqueza ou dependência, a Academia Americana de Pediatria afirma que ter um objeto transicional na primeira infância não é um sinal de fraqueza ou insegurança. Trata-se de um objeto muito útil para o seu desenvolvimento emocional.
Por isso, a Criamigos corrobora e vê a relação criança-pelúcia como uma amizade sincera em um período da infância tão delicado, que traz consigo uma sensação de afetividade e cuidado. “Consideramos a questão de independência devido às atitudes que a criança terá com seu amiguinho, de modo a ter atitude e ser incisivo nas suas escolhas, de levá-lo ou não aos passeios, de optar por roupas e acessórios ao seus amiguinhos e outras situações”, ressalta a diretora da Criamigos.